domingo, 28 de outubro de 2012

Capital federal com o choro boêmio do Rio de Janeiro


CULTURA

As noites de Brasília desde o ano de 1977 são regadas à flauta, bandolim, cavaquinho, violão e é claro, o pandeiro, tudo isso no Clube do Choro, localizado no Setor de Divulgação Cultural, Bloco G, no Eixo Monumental. A fundação foi através de nomes da música como Avena de Castro, Nilo Costa, Hamilton Costa, entre outros, que vieram para Brasília depois que a capital foi transferida do Rio de Janeiro e faziam encontros para saudar o choro na própria casa, convidando os amigos.

O choro, gênero musical que nasceu no Rio de Janeiro dentro da classe média, são reuniões em que os músicos chegam com seus diversos instrumentos e formam a roda. O improviso dos instrumentistas é a maior apreciação de quem ouve. O famoso “Tico-Tico no Fubá” de Zequinha e Abreu é reconhecido como parte do gênero.

Por sua vez, o Clube do Choro trouxe para Brasília a cena cultural que precisava. Quem gosta de sair encontra programação praticamente todos os dias da semana por um ótimo preço e com música de qualidade. A programação pode ser acompanhada através do Facebook, Twitter e o Site. A bilheteria funciona de segunda a sexta-feira de 10h00 às 22h00.


Alessandra de Oliveira.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A ansiedade de entrar na Universidade

COMPORTAMENTO

As expectativas de ingressar em uma universidade que vão da maior à menor, está presente em todo estudante que sonha em compor o ramo acadêmico. 


A Universidade é a primeira conquista de uma pessoa. É ela que direciona, na maioria das vezes, os ideais que iremos seguir ou até mesmo defender. Ela é um sonho a ser almejado e alcançado através de esforços. Mas, é predominante a ansiedade ao ingressar, e ao sair a ansiedade ainda permanece. 

Para os estudantes que estão saindo do ensino médio para ingressar no superior a ansiedade é umas das sensações mais presentes. Entrar na Universidade eleva expectativas desde as melhores até as mais desanimadoras. Mas, para alguns, é uma etapa a conquistar. 
“A Universidade é a base, para seguir a carreira que se sonha, você tem que passar por ela. Espero muito superar minhas expectativas, estou ansiosa para entrar e mais ainda para sair e me formar, (...) consigo me enxergar formada e atuando na área em que gosto, a Universidade vai me dá essa possibilidade.” Diz Raiane Machado, estudante do terceiro ano do ensino médio que vai prestar vestibular para Jornalismo. Algumas expectativas podem ser realmente superadas ou mudadas, "tive muita expectativa e ansiedade em relação a estrutura da universidade e a qualificação  dos professores. Com o passar do tempo foram se formando outras, como a qualidade do curso  e como nos tornaríamos aptos para conquistar  o mercado de trabalho.” Afirmou Tatiana Rodrigues, formada em Propaganda e Marketing há 1 e meio pelo Centro Universitário Paulista do Distrito Federal (Unip). A respeito do mercado de trabalho, Tatiana acredita que “a maior limitação da pessoa que tem diploma hoje em dia, é não buscar um diferencial competitivo, pois a todo momento existem mais pessoas se formando e se você não tiver uma qualificação a mais acaba sendo engolido pela concorrência”. Mas, para algumas pessoas ainda são flores o tempo da faculdade e da sua formação, as expectativas ainda continuam as mesmas e a ansiedade muda de rumo, assim como aconteceu com Carolina Moura, estudante do 7º semestre de biologia pela faculdade Anhanguera, “tenho muito ansiedade para sair da faculdade e me tornar uma grande profissional. É a mesma ansiedade de quando entrei na faculdade, é a concretização de uma fase para outra. Espero não me decepcionar com o mercado de trabalho, e espero alcançar ainda mais objetivos do que os esperados, quero extrair o máximo da minha ansiedade e torná-las em progresso para o meu sucesso."
Elza Milhomem

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Banda Carne Crua faz tributo ao Barão Vermelho

CULTURA
Blues Pub tem noite embalada pelo rock nacional.



Um tributo a Cazuza e ao Barão Vermelho feito pela banda Carne Crua aconteceu este sábado, 20 de outubro, no Blues Pub em Taguatinga às 22 horas. O pub, com o seu ambiente propício ao rock, ajudou a embalar a noite nesse ritmo. O evento, além das músicas clássicas já esperadas, contou com a participação da banda Cover Drive cantando um pouco mais do rock brasileiro.

Foto: Divulgação
O Carne Crua começou sua trajetória em meados dos anos 1990 e se orgulha de ter sempre como objetivo homenagear Cazuza, Frejat e todos que já tiveram o prazer de fazer parte do saudoso Barão Vermelho. Inclusive, o nome da banda foi adotado de um disco do Barão lançado na época, há quase 20 anos atrás.

O repertório do Carne Crua abrangeu todos os grandes sucessos, como “Bete Balanço”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Por que que a gente é assim”, “Declare Guerra” e “Puro Êxtase”. Além dessas, a banda também tocou músicas de outros ícones que foram reinventadas na voz de Frejat, como “Tente Outra Vez”, “Quando o Sol Bater Na Janela Do Seu Quarto” e “Amor Meu Grande Amor”.

Balada Alternativa

O Blues Pub é uma casa típica de rock de Taguatinga que sempre marcou presença nas agendas culturais, abrindo espaço para novas bandas e para bandas covers que fazem tributos. Este é o ponto onde os amantes do rock’n roll se encontram, como aconteceu no último sábado.

Uma balada repleta de nostalgia e emoção que fez sucesso, sem esquecer o seu principal objetivo que era homenagear o Barão Vermelho, uma das bandas de maiores consistências da música nacional. Para continuar no mesmo nível, a banda Cover Drive encerrou a noite com mais rock brasileiro, ganhando elogios. “Uma das melhores baladas alternativas que fui nos últimos tempos”, afirma Eduardo (36), visitante do Pub.

Carolline Paixão

Cineasta brasiliense Vladimir Carvalho é homenageado no Festival de Cinema de Pirenópolis

CULTURA

Filme ´´Quilombo´´ foi exibido no segundo dia do festival e contou com a presença da comunidade quilombola de Mesquita, local onde o filme foi gravado.


No segundo dia do 3º Slow Filme – Festival de Cinema e Alimentação, foi exibido o filme ´´Quilombo´´ de Vladimir Carvalho de 1975. A exibição do filme contou com a participação da comunidade quilombola de Mesquita, local onde o filme foi gravado.

´´Quilombo´´ é um documentário realizado na Cidade Ocidental, a 60 km de Brasília (na época ainda um núcleo do município de Luziânia/ GO), o filme de Vladimir Carvalho retrata a comunidade negra, remanescente do antigo quilombo do Povoado de Mesquita que vive até hoje do fabrico rudimentar de doce de marmelo.

Produzido artesanalmente há mais de 150 anos, o doce de marmelo da Comunidade Quilombola de Mesquita segue uma receita de mais de 200 anos, quando as primeiras mudas do marmelo, trazidas de Portugal, chegaram ao interior de Goiás. A Marmelada que hoje é comercializada com o nome de Marmelada de Santa Luzia é um produto da Arca do Gosto do Slow Food.

Clique aqui e confira fotos do evento.


  Murilo Lins e Luiz Fernando


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Como anda a preparação de Brasília para 2014?

Muitos se perguntam se Brasília vai ou não dar conta de fazer bem o papel de sede na Copa do Mundo de 2014, mas será que vai?

ESPORTE

Com a conclusão da arquibancada superior no final de setembro, Brasília atingiu 76% das obras em seu estádio, na sua frente estão apenas o Castelão, em Fortaleza (CE), com 88% e o Mineirão, em Belo Horizonte (MG), com 78% das obras concluídas. Orçada em 812,2 milhões de reais, a construção vem sendo realizada pelo “consórcio Brasília 2014”, formado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Via Engenharia.

Inaugurado em março de 1974 com a vitória do Corinthians frente ao  CEUB por 2x1, o estádio Mané Garrincha possuía uma capacidade total de 45200 lugares. Teve seu recorde de público na final da série B de 1998, quando Gama derrotou o Londrina por 3x0, ao todo foram 51200 pessoas presentes naquela partida. Já o novo Mané Garrincha terá capacidade para receber 71400 torcedores, e será o segundo maior estádio do Brasil, atrás somente do Maracanã (79000 torcedores).

Reformular seus meios de transporte públicos e qualificar seu aeroporto internacional são os principais desafios da Capital Federal.  Ao todo serão investidos 651 milhões no aeroporto Juscelino Kubitschek (R$ 11 milhões da Infraero e R$ 640 milhões dos concessionários), aumentando assim sua capacidade de 14 milhões para 26,5 milhões de passageiros por ano.

Marcus Fábio, doutor em Geografia pela UnB, não tem uma perspectiva muito positiva quando o assunto é transporte público depois que as obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foram canceladas. “Com as obras do VLT suspensas torna-se mais difícil essa questão da locomoção (...) Eu tive oportunidade de andar em um desses em Montpellier, que foi cidade sede da Copa do Mundo de 98 na França, e ele apresentava uma integração com os ônibus e era bastante interessante, pois esse modelo permitiu andar em toda a cidade com bilhete único (...)", disse o especialista sobre uma das vantagens que o VLT poderia trazer para a capital.

Uma solução para diminuir a frota de veículos nos horários de jogos está sendo analisada pelo Senado Federal. A Lei Geral da Copa pode dar as cidades ou aos estados que irão sediar a competição a autorização para o decreto de feriado.

 
Ao todo Brasília sediará um jogo da Copa das Confederações e sete partidas da Copa do Mundo, incluindo um jogo das quartas, um das oitavas de final e a partida que decidirá o terceiro e quarto lugar da competição.

Igor Bruno e Shizuo Alves

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cultura nordestina em Ceilândia

Localizada em Ceilândia, cidade que concentra um grande número de imigrantes da Região Nordeste, a Casa do Cantador é considerada o Palácio da Poesia e da Literatura de Cordel no Distrito Federal.

CULTURA
Casa do Cantador, reduto dos nordestinos
Único monumento, fora da capital federal, projetado por Oscar Niemeyer, a Casa do Cantador foi criada para homenagear a comunidade nordestina no Distrito Federal. O centro cultural é conhecido como o palácio da poesia e da literatura de cordel do DF, desde a sua criação em 1986, na cidade-satélite de Ceilândia. Os encontros acontecem todas as sextas-feiras, e segundo o diretor da casa, o poeta e repentista Francisco de Assis Silva, em média, mais de 3 mil pessoas se reúnem para assistir as apresentações de diversos artistas regionais e nacionais. Nomes conhecidos como o de Geraldo Azevedo, Alceu Valença e o rapper GOG, já marcaram presença no local. 

Mas você pensa que acabou? Além dos encontros de todas as sextas-feiras, a casa do cantador realiza simultaneamente dois projetos. Um “deles é o projeto ‘Cantoria escola”, no qual a arte do repente é apresentada e é trabalhada junto a disciplinas da grade curricular em escolas públicas de todo o DF. O outro projeto é a realização de grandes festivais regionais e nacionais de repentistas, que acontece duas vezes durante o ano. 

A sexta do repente é um dos projetos
 organizados pela casa.
Para o Diretor do espaço, o repente tem atraído um público cada vez mais amplo no Distrito Federal. “A casa era frequentada geralmente por um público de 30 a 40 anos e idosos. Mas, hoje em dia está acontecendo uma renovação de público. Os jovens estão se interessado em frequentar a casa, até por esse projeto de levar o repente até os jovens nas escolas.”, comenta.

Outro ponto positivo para a ampliação desse público foi a transformação da casa em um centro cultural que pretende abranger todas as vertentes da arte. De acordo com o assessor da direção do centro, Valterci Vicente da Silva, o novo projeto cultural da casa pretende repercutir não só a música nordestina.  “Já realizamos eventos de samba e até um festival de rock, no dia 13 de julho, que foi o dia internacional do rock”, diz Valterci. Para ele, a nova vertente cultural é uma forma de a casa ser conhecida e frequentada por todos. 

Outros projetos estão sendo planejados pelos organizadores da Casa. Entre os que estão em andamento, está a reforma da Casa do Cantador, prevista para dezembro deste ano. Valterci diz acreditar que a Casa vai reativar projetos antigos para que a população local usufrua e se aproxime da cultura nordestina.

Gostou? Então visite a Casa do Cantador. O Centro é localizado na QNN 32, Área especial, Módulo G, na Ceilândia Sul. Os shows são toda sexta-feira, a partir das 20 horas, e a entrada é franca. Aproveite!

Victor Araújo

Sem espaço no futebol brasileiro, jovem busca realizar sonho no exterior

ESPORTE
Muitos jovens brasileiros têm o sonho de se tornar jogador de futebol, ainda mais no Brasil, conhecido por ser o país do futebol. Uma paixão nacional que atrai homens e mulheres de diferentes idades seja para torcer pelos times idolatrados ou jogar em um deles. Por não conseguirem espaço no mercado futebolístico brasileiro, muitos jovens buscam realizar esse sonho fora do país.

Com poucas opções e dificudades em entrar em times profissionais e conseguir resultados positivos no próprio país, as decepções aparecem e as dificuldades aumentam. “Sempre quis ser jogador e busco isso há muito tempo. Infelizmente no Brasil e em Brasília, não tive oportunidades e estrutura”, disse Guilherme Souza da Silva, jogador de futebol do Sliema Wanderers, time de Malta, país vizinho à Itália.

Desde os 10 anos, Guilherme sonha em ser jogador, atuou por quatro times em Brasília, ECON (Ceilândia), Clube da Saúde (SIA), Ceilandense (Ceilândia), AABB (Setor de clubes sul) e Dom Pedro (Núcleo Bandeirante), além dos testes que foram feitos em times da Itália.

Longe da família há quase quatro meses e com apenas 19 anos, o jovem jogador vive em Malta e se mostra contente com os resultados que vem alcançando fora de sua cidade natal e de seu país. “Eu gostaria muito de ter seguido minha carreira no Brasil, mas sou novo e na Europa as chances são maiores, mas se surgirem oportunidades boas no Brasil, nada impede que eu volte”, afirma.

Sua maior dificuldade é na comunicação, a língua oficial não favorece (Maltês), mas em algumas situações ele consegue se comunicar através do Inglês e Italiano (línguas secundárias). “Me comunico com as palavras que eu aprendi, ou por gestos, ou quando tem algum Espanhol que fala inglês pra me traduzir e entendo algumas palavras em italiano”.

Para aqueles jovens, que sonham em se tornar jogador de futebol fora ou no mesmo país, o apoio da família é fundamental, além do amor ao esporte. “Meu conselho é que tenha muito amor ao esporte, muita determinação, força de vontade e fé em Deus”, aconselha Guilherme Souza.
Quéssia Maia